segunda-feira, 26 de julho de 2010

todos os caminhos me levam à França

Desde pequena eu tenho uma coisa com a França. Comecei a estudar francês com 14 anos - por influência da minha mãe -, fui pra Paris e me apaixonei loucamente por aquela cidade aos 15, na escola amava as aulas da Revolução Francesa e quando me perguntavam o que eu ia ser quando crescer, respondia que arqueóloga e teria uma confeitaria (isso implicava em ir estudar a técnica in loco).
Não sei por que resolvi prestar vestibular para gastronomia. Não foi uma coisa pensada. Eu sempre adorei cozinhar e me interessei muito por comida, minha família é libanesa, italiana, espanhola e portuguesa, e a gente sempre se juntou para comer, e muito, mas nunca tinha pensado em ser chef.
Então passei no vestibular, em gastronomia e em História também. Como as aulas de Gastronomia começaram antes, fui lá ver para decidir o que fazer da vida.
A primeira aula foi, coincidentemente, de História da Gastronomia, e aos 20 primeiros minutos decidi que ficaria por lá mesmo. Era completo e tudo que eu queria.
Fui estudando, algumas queimaduras, outros cortes, comecei a estagiar num restaurante de cozinha internacional, tive aulas de cozinha clássica e decidi que iria mesmo pra França no final do curso, meu lance era a cuisine française.
Aí entrei numas de investigar as raízes da família, e comecei a estudar italiano. E aula de italiano tem que falar de comida, porque italiano só fala de comida! Foi amor à primeira vista.
Que França, que nada, eu iria para a Itália, de preferência em uma micro cidadezinha aprender com velhinhas italianas falando em dialetos quase incompreensíveis como cozinhar de verdade.
Não fiz exatamente isso, mas fiz um mochilão sozinha e comi muito bem, especialmente na Toscana.
A vida dá muitas voltas e decidi vir pra Londres. Na busca por empregos, fui parar num restaurante francês.
E aí decidi que aquele velho sonho de ter uma confeitaria (descobri que não gosto muito de fazer docinhos, mas adoro comê-los) e estudar in loco, poderia acontecer e cá estou eu estudando no Le Cordon Bleu. It's like a dream!

Em tempo: ainda continuo amando a cozinha italiana... quem sabe não abro um bistrô franco-italiano?

2 comentários:

Antônio Sozinho disse...

ABRE! ABRE! ABRE!

Paula Fazzio disse...

vc deixa eu comer de graça no seu bistrô? vc sabe que tenho birras com a França. Mas, se vc diz, eu acredito. E muito. love.